Benfica volta a escorregar na Pedreira. A turma de José Mourinho empatou em casa do SC Braga (2-2) e continua a ter vida difícil no reduto dos minhotos: nas últimas dez partidas, apenas por três ocasiões o Benfica venceu.
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Os da casa entraram fortes mas Otamendi remou contra a maré, inaugurando o marcador de bola parada. O SC Braga não se deixou abalar pelo golo sofrido e virou o jogo ainda no primeiro tempo, cortesia de Zalazar e Pau Victor. A abrir o segundo tempo, Aursnes marcou golaço e nivelou as contas, que não se voltaram a alterar.
SC Braga agigantou-se, Benfica apequenou-se
Para a final em Braga, Mourinho fez apenas uma alteração em relação ao onze que venceu o Famalicão. Prestianni foi para o banco e Barreiro entrou para o miolo, empurrando Aursnes para a direita. Já Carlos Vicens alterou três peças da equipa que perdeu na Amoreira. Gabri, Lagerbielke - lesionado - e Diego Rodrigues saíram, entraram Ricardo Horta, Dorgeles e Lelo.

Perante um grande ambiente na Pedreira, desde cedo se percebeu quem ia tomar as rédeas do jogo.
O SC Braga tomou conta da posse desde cedo e o Benfica, em bloco médio-baixo, foi tentando recuperar para depois sair em transição. Os arsenalistas foram mantendo a posse com muita qualidade, obrigando os encarnados a correrem muito.
Aos 17´, o SC Braga traduziu a superioridade qualitativa em quantitativa, mas o golo acabou anulado por falta de Ricardo Horta sobre Otamendi. Depois, na reação, a cínica equipa de Mourinho chegou-se à frente na bola parada.
Na sequência de um livre lateral - e na primeira vez que o Benfica conseguiu criar realmente perigo -, Sudakov colocou a bola na cabeça de Otamendi e o argentino fez o primeiro da partida.
O golo sofrido não atrapalhou o plano de Vicens. A equipa bracarense continuou personalizada e conseguiu remontar a partida ainda nos dez minutos finais e com sotaque espanhol.
Primeiro, Zalazar descobriu Dorgeles na área, este cabeceou e a bola bateu na mão de Dahl. Na cobrança, o uruguaio empatou a partida. Depois, em período de compensação, Zalazar cavalgou pela direita e assistiu para o meio da área. Rios cortou a bola mas escorregou no momento de a aliviar e Pau Victor fez o resto. O espanhol zigzagueou três defensores e bateu Trubin com muita classe.
Vantagem (merecida) dos minhotos ao intervalo.
Reação benfiquista não chegou para vencer
Para o segundo tempo começaram os mesmos 22 jogadores, mas a postura da equipa de José Mourinho foi diferente. O Benfica adotou uma postura mais pressionante neste, sem ceder tanta posse aos bracarenses, e isso deu frutos.

Aos 54´, recuperação da bola encarnada - Horta ficou a pedir falta - e, na transição, o Benfica foi letal. Pavlidis conduziu a investida, passou para Aursnes e este fez um golaço de fora da área. O médio nórdico rematou cruzado e colocado, com a bola a entrar na gaveta da baliza de Hornicek. Tudo empatado.
Depois do empate, as melhores ocasiões foram dos encarnados, que até marcaram. A um quarto de hora dos 90´, Dahl fez o 2-3, mas foi invalidado por falta de Richard Rios sobre Vítor Carvalho.
O relógio foi andando e o cansaço foi-se sentido nas duas equipas, deixando cair a qualidade do jogo. pesar da fadiga visível, as primeiras alterações apareceram apenas aos 77´ minutos no SC Braga e aos 79´ no Benfica. Nos últimos minutos, o jogo partiu muito por conta de erros sucessivos de ambas as equipas. Perdiam uns, perdiam outros e assim se perdiam oportunidades perigosas de golo.
Já em período de descontos, Ricardo Horta foi expulso com segundo amarelo e deixou os arsenalistas a jogarem com menos um homem os últimos instantes do jogo.
Análise dos Jogadores: Notas e Avaliação
Rodrigo Zalazar (SC Braga): Esteve nos dois golos e foi o melhor em campo. Fez o cruzamento que dá o penálti e cobrou muito bem. Depois fez a jogada do 2-1 com uma cavalgada fantástica pela direita. É o melhor marcador do SC Braga na temporada e tem sido peça fulcral para Carlos Vicens.
O árbitro
Arbitragem difícil de João Gonçalves. Aos sete minutos parece haver penálti de Barreiro sobre Pau Victor. O penálti a favor do SC Braga, aos 36´, é bem ajuizado. No primeiro golo do Benfica existe um contacto de Barrenechea nas costas de Moutinho O segundo golo do Benfica parece ser precedido de falta sobre Ricardo Horta. O terceiro golo - anulado a Dahl - parece ser limpo, sem falta de Rios sobre Vítor Carvalho. Jogo difícil de apitar.
Incidentes: O filme do jogo







