21/07 - 17:00
21/07 - 19:30
21/07 - 22:00
22/07 - 01:30
22/07 - 18:30
22/07 - 20:00
22/07 - 20:00
22/07 - 23:00
22/07 - 23:30
21/07 - 22:00
22/07 - 01:30
22/07 - 18:30
22/07 - 20:00
22/07 - 20:00
22/07 - 23:00
22/07 - 23:30
22/07 - 20:00
22/07 - 20:00
22/07 - 01:30
22/07 - 23:00
21/07 - 17:00
21/07 - 19:30
22/07 - 18:30

Il Grande Torino era a mágica equipa do Torino Football Club, brilhante dominador do futebol italiano durante os anos quarenta. Durante a sua era dourada, il Toro bateu imensos recordes no futebol italiano, muitos deles ainda perduram nos nossos dias, como as maiores goleadas em casa e fora, o maior número de pontos conquistados numa época, ou ainda o maior número de épocas - quatro - sem conhecer o sabor da derrota em casa, entre outros feitos que ainda enchem de orgulho os adeptos torinese...
Pentacampeão italiano (1), a era de sonho do Torino surgiu num momento complicado da história, com o fim da II Guerra Mundial e o lento recuperar dos contactos internacionais nos anos seguintes.
A bicampeã do Mundo
A Itália fora campeã do mundo em 1934 e 1938, tornando-se reconhecidamente a melhor seleção do mundo. Contudo o começo da II Guerra Mundial em Setembro de 1939 interromperia esse domínio, interrompendo as competições desportivas até ao fim do conflito em 1945.
Durante os anos da guerra uma nova geração de jogadores surgiu e prometia continuar os feitos de Meazza e companhia, Vittorio Pozzo, treinador bicampeão mundial, continuava ao leme da Squadra Azzurra.
Nessa nova seleção começavam a destacar-se os craques e os jogadores do Torino, clube da cidade de Turim que até então vivera um pouco à sombra da vizinha e rival Juventus.
Ferrucio Novo
Poucos meses antes do começo da guerra, Ferrucio Novo, um industrial de 42 anos, tornou-se presidente do AC Torino, sucedendo a Giovanni Battista Cuniberti. Ao contrário do que era comum no futebol italiano, Novo não era um "dono" que injetava dinheiro no clube, mas um minucioso administrador que estava atento a todos os detalhes do clube.
Contudo a guerra não correria de feição aos italianos, com dificuldades nas campanhas militares na Albânia e Grécia, mas também na Líbia e na Etiópia, a Itália rapidamente mostrou não estar à altura do conflito e pouco servir de ajuda aos alemães. O governo de Mussolini lentamente caía em descrédito. As derrotas militares e o embargo dos aliados deixaram a economia do país em sérios problemas.
A falta de dinheiro notava-se também no futebol. Novo antecipara a crise, antecipando-se aos rivais nas contratações. Ferraris II veio da Ambrosiana (1), da Fiorentina chegou Romeo Menti, enquanto o trio Alfredo Bodoira, Felice Borel e Guglielmo Gabetto chegou do velho rival, a Juventus.
Equipa de sonho conquista a Itália
A equipa composta por "sangue novo" apaixonava os adeptos. A revolução continuava com a adopção do "Sistema" um novo modelo táctico para substituir o famoso "Método" com que Pozzo conquistara os mundiais de 1934 e 1938.
Estes rapazes não ficavam nada a dever às estrelas campeãs do mundo da década anterior. Regularmente jogavam, sete, oito até mesmo nove jogadores do Torino nas partidas internacionais que a Itália começou a disputar no pós-guerra, demonstrando toda a importância do Toro no futebol transalpino.

Nesse dia, 40 mil espetadores lotaram o Estádio Nacional no Jamor, e viram o Benfica bater o Torino por 4x3. «Xico» Ferreira despedia-se do futebol, mas o que poucos imaginavam, é que era também este o último jogo de uma equipa sem igual...
O Acidente
O trimotor Fiat G.212, marca I-ELCE, das linhas aéreas italianas, descolou do aeroporto da Portela em Lisboa às 9:40 da manhã do 4 de maio de 1949. Às 13:00 (hora local), o aparelho faz uma escala no aeroporto de Barcelona, para reencher o depósito de combustível.