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Brandon Dawayne Roy... o que podia ter sido se não fossem as malditas lesões. Considerado por Kobe Bryant, em 2010, o jogador mais difícil de defender na conferência Oeste, o talento ofensivo do The Natural não só era evidente como também despertou curiosidade em relação a qual seria o limite do jogador, que nunca chegou a atingir o pico na carreira devido a uma sucessão de lesões que o forçaram a terminar a carreira mais cedo. Foi curta a carreira, mas foi memorável, tanto pelo que demonstrou mas também pela expectativa do que podia ter alcançado não fosse o abandono prematuro da NBA. Mas como tudo começou?
O interesse pelo basquetebol tinha sido despertado na vida de Roy quando jogava pelo Amateur Athletic Union, uma das mais conhecidas organizações desportivas nos Estados Unidos. De seguida, integrou na secundária de Garfield, em Seattle, e foi considerado um dos melhores jogadores do estado. Aplicou-se ao draft em 2002 e era um dos principais nomes, mas retirou a candidatura por motivos pessoais. Era avaliado como o sexto melhor base/extremo em 2002 e o 36º melhor jogador dos Estados Unidos.
Brandon Roy enfrentou vários desafios antes de entrar na universidade, isto porque tinha dificuldade de aprendizagem que lhe complicava imenso a vida académica, afetando a compreensão de leitura que consequentemente aumentava o tempo que demorava a realizar os exames. Precisou de quatro testes até conseguir cumprir com os requerimentos da NCAA. Contudo, sem a certeza que ia conseguir entrar na universidade, trabalhou nas docas de Seattle, a limpar contentores por 11 dólares à hora.

A 29 de Dezembro de 2005, frente aos Arizona State Sun Devils, registou um máximo de carreira universitária com 35 pontos e tornou-se o 31º jogador de Washington a ter mais de 1000 pontos de carreira, com uma média de 20.2 pontos por jogo no último ano na universidade.
No draft de 2006, os Timberwolves escolheram Roy na sexta pick mas trocaram imediatamente com Randy Foye, assinando assim pelos Portland Trail Blazers.
Imediatamente a fazer sentir a sua presença, Roy destacou-se dos restantes rookies e venceu o prémio de Rookie do Ano, entregue ao jogador que mais impressionou e brilhou no seu primeiro ano na NBA. Os números não mentem (16.8pts, 4.4res, 4ass, 46% lancamento, 38% lancamento de triplo).

Brandon Roy, que mais tarde ficou conhecido por The Natural dado a facilidade e o pouco esforço com que parecia fazer as coisas, continuou a impressionar nas épocas seguintes, tendo sido escolhido por três vezes consecutivas para o jogo All-Star e, de 2008 a 2010, teve média de 21.1 pontos, 4.6 ressaltos, 5.2 assistências e 47 por cento de eficácia no lançamento.
A 18 de dezembro, na época de 2008/2009, Roy marcou 52 pontos frente aos Phoenix Suns, o máximo de carreira. Mas não foi só na pontuação que brilhou, pois também registou seis assistências, cinco ressaltos, um bloqueio de bola e tudo sem nenhuma perda de bola por parte do número 7 dos Blazers. O talento do base era indiscutível.
Não havia outro base na liga que mostrasse tantos fundamentos quanto Roy... E Kobe Bryant concordava. O Black Mamba, quando questionado sobre qual era o jogador mais difícil de defender na conferência Oeste, não hesitou na resposta: «Roy 365 dias por ano, sete dias por semana. Ele não tem fraquezas no jogo dele», afirmou Bryant. Recorde-se que, nesta altura, Kevin Durant tinha sido o melhor marcador da NBA e jogava na conferência Oeste, mas, mesmo assim, a resposta de Kobe foi Brandon Roy.
Em Abril na época 2009/2010, o base dos Blazers descobriu que tinha uma contusão óssea no joelho direito. Os playoffs estavam prestes a começar e a lesão não parecia grave... até que se descobriu mais tarde que o jogador tinha rasgado o menisco. Não foi a primeira lesão do base nos joelhos, pois já se tinha lesionado a jogar na universidade e até já tinha removido cartilagem do joelho esquerdo e algumas vezes revelou desconforto nos joelhos.
Uma semana depois da lesão, Roy jogou nos playoffs. O jogador regressou no quarto jogo frente aos Phoenix Suns, no entanto, não parecia saudável e apresentou números fracos para a qualidade que tinha. A imprensa norte-americana considerou uma péssima decisão dos Blazers meter Roy a jogar e arriscar a carreira a longo prazo do jogador. Muitos acreditam que foi esta decisão que influenciou maioritariamente o desfecho infeliz para Brandon Roy.
Este seria o início do fim para Brandon Roy. Os Blazers acabaram por perder a série frente aos Suns em seis jogos e, alguns meses depois, o base revelou que sentia cada vez mais dor nos joelhos.

Antes da época seguinte começar, o base anunciou que se ia retirar: «Este é um dia muito difícil e doloroso. Eu adoro o jogo, eu adoro os Portland Trail Blazers e adoro os nossos fãs, mas depois de conversar com os meus médicos, chego à conclusão que tenho uma lesão que acaba com a minha carreira», anunciou Roy.
O base tinha artrite degenerativa em ambos os joelhos, o que significa que a cartilagem nos joelhos estava a ser lentamente corroída e não havia nada a fazer em relação a isso. Roy já não tinha cartilagem nos joelhos. Porém, todos estes riscos não o afastaram da NBA, regressando em 2012/2013 e ao serviço dos Timberwolves, que contavam já com Kevin Love. No entanto, apenas disputou cinco jogos, depois de uma colisão frente a um adversário na pré-época que não permitiu mais esforço por parte de Roy.
Depois de uma carreira que infelizmente não durou mais mas que não deixou de ser destacável, Brandon Roy juntou-se à secundária de Nathan Hale em 2016 enquanto treinador da equipa masculina. Em março de 2017, recebeu o prémio Naismith de melhor treinador do ano na secundária após a sua equipa registar um recorde perfeito de 29 vitórias e zero derrotas durante a fase regular. Com a saída de Michael Porter Jr., Jontay Porter e P.J Fuller, Roy foi nomeado o treinador da equipa masculina da secundária de Garfield, cargo que mantém até hoje.