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Fernando Martins foi buscar Sven Goran Eriksson ao Gotemburgo, onde brilhantemente conquistara a Taça UEFA e o sueco transformou o futebol do Benfica, e com ele o Futebol Português.
A juntar às estrelas nacionais, o Benfica apresentava duas referências que fizeram furor nos campos nacionais: o jugoslavo Zoran Filipovic, que faria carreira por cá, como jogador e mais tarde treinador, e o Sueco Stromberg, o pioneiro de uma longa tradição de jogadores suecos no Estádio da Luz.
Os encarnados começaram com onze vitórias nas onze primeiras jornadas, tomando desde logo a liderança. Um empate em Alcobaça foi o primeiro acidente na caminhada, mas a primeira derrota, só aconteceria duas jornadas depois, em Alvalade, quando um golo de Jordão bastou para o campeão em título salvar a honra.
Mas a candidatura leonina há muito que mostrara as suas fragilidades, com António Oliveira no papel de jogador treinador a não conseguir manter o nível que o Sporting tinha demonstrado na época anterior.
O FC Porto, já com Pinto da Costa como Presidente e José Maria Pedroto como treinador, foi o grande adversário dos encarnados, mas em momento algum a conquista do título esteve em perigo e o Benfica acabou por se sagrar campeão com mais quatro pontos que os nortenhos.